segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ausência

Muitos dias sem uma publicação. Ausente mas nunca esquecido. Abraços

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A REALIZAÇÃO DE UM SONHO

Sempre que tentava iniciar um projeto, pensava nas necessidades que eu teria. Acontece que, precisava de subsídios para alcançar determinadas vontades, e é por isso que muitas vezes não conseguia concluí-los nem mesmo no papel, pois sabia que ainda faltava muita coisa para aprender e vivenciar. O tempo foi se passando e sempre me perguntava: o que é que falta? Não queria ser um número a mais daqueles que possuem projetos inacabáveis, abandonados com todo desprezo.

A comparação disto se dá em meu sonho de publicar um livro. Quando criança não tinha determinadas preocupações, bastava ter minha velha máquina de escrever, poucas folhas de papel e a imaginação. Hoje, tão diferente, exijo de mim muito mais, preciso ler para escrever, preciso conhecer a gramática, estar compenetrado na literatura, participar de cursos e oficinas literárias, e mesmo assim acabo no mesmo erro, onde enfim aumentam as exigências.

O escritor para escrever um bom texto, precisa conhecer a si mesmo, esta é uma das maiores técnicas, escrever com identidade, conhecer o assunto e vivê-lo no momento da imaginação. Muito mais é ver o mundo de um jeito diferente, enquadrando-o nas palavras escritas, deixando-se ser transbordado por uma força interior, dos sentimentos, das emoções que vivemos através das pessoas. É assim que me sinto quando vou escrever, quando reflito as palavras em meus sonhos, projeto um futuro repleto de realizações. Tento enquadrar cada texto em cada história vivida, porque sei que é através de minha sinceridade que ganharei força para aproximar-me dos objetivos.

É bem provável que uma situação ou outra me leve a ficar desanimado, e fazer pensar que nada conseguirei. Para não deixar espaços para o enfraquecimento, é preciso sempre recordar dos primeiros sonhos, de meu rito de iniciação, como menciona o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, de quando encontrei nas palavras a lealdade, guardar nas lembranças as primeiras experiências, assim como o casal não se esquece do primeiro beijo.
Hoje tenho a sensação de viver situações distintas, sentir que a realização de meu sonho ganha maior distância e em momentos parecer estar bem próximo. Explico isso pelo fato de ganhar mais experiência e ficar mais exigente. Quando identifico minhas necessidades, não deixo com que elas tomem maior proporção, procuro então novas alternativas, sabendo que a cada dia haverá maior dimensão em meu projeto, o que me faz ter a sensação de querer abandonar tantas coisas e dedicar-me totalmente a esta realização. Viver a intensidade de todas as dificuldades e encontrar o sucesso será como redescobrir a vida dentro de mim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A ESPERA DE UM SINAL

Foi na semana passada quando decidi escrever uma carta. Fui tomado de uma ansiedade incontrolável, a única coisa que queria fazer era escrever para ela. Fui deixado há exatamente 3 semanas e dois dias, não consigo acreditar o porquê ela me trocou por outro. Se começo a pensar parece que vou morrer de dor de cabeça, sobe um calor, uma energia ruim e penso em correr, é quando decido por não pensar. Mas se decidir assim fosse o suficiente acho que eu a esqueceria, mas não consigo me controlar. Fico pensando em minhas qualidades, sou romântico, dava flores, cartas de amor, a levava para jantar, visitar os amigos e parentes, mas será que tudo isso a satisfazia? Penso, o que ele fez que eu não fiz. Perguntar a ela onde foi que eu errei acredito ser muito tarde, já me deixou mesmo. Três anos de namoro, foi o suficiente para saber se gostava de mim, porque não disse antes. Lembro-me de quando completamos 1 ano de namoro, a levei para jantar em um restaurante de luxo, fiz as reservas com 2 dias de antecedência, ela se encantou com meu ato de romantismo, foi quando depois de alguns minutos do jantar disse pela primeira vez que me amava, e ainda me fez prometer que nunca a deixaria. Inocente de mim que acreditei. Porque então escrever esta carta. Aposto que uma hora desta, um domingo de sol, esteja aproveitando com o namorado novo, na BMW preta, bancos de couro, mas é bem provável, pois sempre foi um pouco interesseira. Como poderia começar a escrever? Talvez seja melhor copiar um verso de um livro do que escancarar meu coração, ela nem merece toda esta dedicação. Nunca recebi uma carta dela, nem mesmo um e-mail dizendo palavras bonitas. As únicas vezes que me presenteava eram em comemorações como aniversário, Natal e aniversário de namoro, me dava um presente com um daqueles cartões com mensagens prontas, ao final assinava o nome e eu te amo, acho que é porque era vazia em palavras.Dou uma volta e acho melhor não escrever. Meu coração está acelerado, sou muito ansioso e daqui a pouco estarei caindo em lágrimas. Tenho muita saudade, queria ela perto de mim novamente. Eu seria capaz de perdoar tudo e recomeçar, mas não é isso que ela pensa. Passados alguns minutos, o telefone toca, queria que houvesse telepatia e que a ligação fosse dela, mas era a chata de minha chefe. Sinto uma lágrima caindo, talvez por decepção em não ouvir a voz dela, acho que estou sendo tomado pela saudade.Coloco o CD que me deu quando fomos para o Chile, foi uma viagem maravilhosa, foram as melhores férias que já tive. Puxa vida, porque ela não está mais comigo.Amor, estou pensando em você, não consigo suportar a dor de sua perda, queria te ligar, ouvir sua voz, mas você pediu que eu não ligasse, vou respeitar.Não, é melhor não escrever desta forma, assim ela me achará um bobo caidinho por ela, vai comentar com as amigas, dizendo, olha ele não sai mais do meu pé, está implorando de joelhos para eu voltar. E nem venha me dizer que ela não fará isso, eu a conheço muito bem.Questiono-me, porque é que me apaixonei por ela? Sabia que seria um romance perigoso, ela acabava de sair de um relacionamento com um homem mais velho e mais experiente do que eu. É preciso obedecer às regras da vida, assim dizem os mais velhos, vá com calma, conheça bem a pessoa, não aja com ansiedade. Eu errei fazer o que agora. Lembro-me de quando fizemos 2 meses de namoro eu a levei em uma relojoaria e dei-lhe uma aliança de compromisso e um colar de ouro. Foi uma forma romântica de dizer o quanto a queria perto de mim, mas objetos não compram o amor. Espero que da próxima vez, lógico se houver, eu a leve para jantar em uma lanchonete do centro da cidade, dê uma aliança simples e uma viagem para um hotel fazenda do interior. Quem sabe, mudando as regras tudo de certo, é o que todos dizem. Já me imagino, sendo igual aqueles caras grosseiros, que acham que ser romântico é coisa de gay. Se assim for, serei considerado um, porque mesmo que eu me esforce não conseguiria agir igual a eles. Sinto que estou decepcionado, queria mesmo um abraço, minha garganta dói de tanto que choro. Mais uma vez, pego o rascunho da carta, risco tudo, desta vez o meu sentimento se transformou. Eu queria escancarar nas palavras, dizer o quanto me decepciono com suas atitudes, que perdi longos 3 anos me dedicando a ela. Dúvida cruel, que martela meu coração e me faz sofrer. Amanhã estarei desagradável de tanto chorar, todos irão me perguntar, porque este rosto tão inchado, porque esta cara de triste? Eu não suportarei tantas perguntas. Quero fugir, e fazer de tudo para esquecer esta história entediante. Como se assim fosse resolver meu problema. Então, vou para um bar, encher a cara, sair trançando as pernas e jogar meu carro na primeira esquina. Também não será a solução. Estou perdido, e não consigo pensar em mais nada. Minha sorte foi quando a campainha de casa tocou. Era uma amiga que conheci por intermédio de minha ex-namorada. Abri a porta foi o suficiente para nos abraçarmos. Trouxe-lhe uma notícia, ela me disse. Fitei-a nos olhos, com ar de esperança, esperei que me dissesse algo sobre minha amada. Meus olhos encheram-se de alegria, meu coração palpitava a modo que minha camiseta pulava no peito, pois o pedido de me ver podia ser o caminho de uma nova história. Ansioso, corri ao seu encontro e não podia pensar em mais nada.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

SEU COMO O COLIBRI

Algumas semanas atrás lendo o livro Nada dura para sempre, de Sidney Sheldon, pude viver em algumas páginas aquilo que chamo de comunicação intelectual. O autor, em sua história, envolveu um romance que muito me chamou a atenção. Eu, que sou um romântico usual, tinha a sensação de querer entrar nas páginas daquele livro e intervir nas decisões da personagem, que vivendo um romance perigoso, foi morta pela pessoa que amou. Ao final da história, gozei de uma sensação ambígua, sem nunca tê-la sentido, pelo puro prazer da leitura, que me fez envolvente em cada página e pela fragilidade da personagem que se deixou ser levada por um ser tão controverso. Eu queria modificar aquelas linhas, parecia ter me tornado íntimo da personagem e queria ela viva, queria protegê-la das situações perigosas, ela já havia se tornado alguém próxima, como alguém da família.Quando terminava de ler algumas páginas da história, já tomado de um envolvimento total, tinha em minha mente uma continuação ideal para os meus textos, ali, envolvido e com o desejo que tornar a vida daquela personagem mais feliz, tinha que me fidelizar, colocando no papel minhas idéias e meus sentimentos. Assim, aflorado de idéias, tornava meus escritos mais emocionantes e perceptivos à história desfrutada.Ao passar dos dias, sentindo-me ainda transbordado com a história lida, sabia que a indignação daqueles fatos precisavam ser diferente, primeiramente em mim. Era notório que os meus sentimentos estavam aflorados e meu único desejo era fazer uma história nova. Foi quando, coincidentemente conheci uma moça, era linda, tinha características muito parecidas da personagem do livro, como se em minha mente tivesse criado uma fantasia, aos poucos ela se tornava real. Comecei a dispor de um carinho encantador, uma atenção indispensável, e um único diferencial, usava destas atitudes para encantar positivamente, diferente do personagem que usou de táticas sedutoras para deixar a personagem dominada ao seu jogo.Ao modo que leio um livro, sou conduzido a vivenciá-lo. É óbvio que as emoções de uma história são como uma vida encaixada em letras impressas de um papel. Ler com o coração escancarado e com atenção é o mesmo que equiparar a história em minha própria vida, absorvendo os fatores positivos e negativos. Imaginar a história de um jeito novo, diferente de como o autor a escreveu, pois certamente ao ditá-la, imaginava o personagem de um jeito particular, as roupas com suas cores prediletas, os ambientes com a decoração talvez pouco diferente de seu lar. Desta forma, imagino os personagens em uma percepção oposta do resto dos leitores que também possuem seus interesses.Quando paro para refletir sobre um livro lido, tento imaginar a vida do escritor, os fatores que o levaram a prescrever suas histórias e a tornarem real para si e todos os outros leitores. Assim como eu, quando me derreto em palavras e absorvido pelas minhas próprias emoções, arrisco as palavras formando histórias, e quando terminado de escrever, ponho-me a pensar, de onde saiu todo o conteúdo, correlaciono em minha vida, tento entender os fatores, minha emoções, e assim compreendo minha imaginação. Quando peço para alguém ler e opinar o texto que escrevi, constato ainda mais as minhas interpretações, pois o que escuto é sempre uma pergunta, você escreveu de você mesmo?Por isso, ler é eu viver um mundo só meu, da forma e do tamanho que eu quiser não podendo qualquer pessoa tomar meus sentimentos e esvaziá-los. Além disso, ler é eu viver a vida do outro, sentir com sentimentos alheios, canalizar as energias e cultivado de uma alegria imensa, apoderar-me de um todo, unindo-me a vida do outro por sua história escrita e que pude transbordar-me.Quando leio, adquiro a experiência do outro, torno os sentidos daquele que fala e exerce seus direitos e sentimento. Deixo-me ser apoderado aos textos que pouco a pouco se relacionam em minha vida, tornando-me parte da história e interlocutor.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Contratempos

Estava no portão de minha casa, por volta de umas oito horas, era uma noite pouco escura, não apareciam às estrelas no céu, provavelmente formavam-se nuvens de chuva. Um pouco distraído, quando de repente vi um carro se aproximando de minha casa. Era um carro mal tratado, não conseguia enxergar a fumaça preta, mas sabia que ela existia, devido o mau cheiro. No volante daquele Ford velho, havia um homem com uma aparência assustadora. Cabelos grisalhos, com barba por fazer, um rosto marcado de cicatrizes. Parecia estar perdido, olhava aos lados, mas mesmo assim me preveni fechando logo o portão. Quando comecei a me distanciar indo em direção a porta mais próxima de mim, senti muito medo ao ouvir a voz daquele homem, meu corpo se paralisou, fiquei trêmulo e não conseguia pensar em mais nada, a não ser gritar por ajuda. Ainda calado, abrindo a porta, ele disse espere, eu não queria nem saber o que o homem tinha a falar, só sabia sentir medo. Colocou sua mão na cintura, pensei que estava sacando uma arma. Pare, ele disse, com uma voz grossa e ríspida. Corri o mais depressa que pude, tranquei a porta e muito nervoso peguei o telefone para ligar no serviço de emergência. Alô, disse a atendente, inadequadamente. Eu não tinha palavras, minha voz travou e nada conseguia fazer. Dei alguns passos até meu quarto e tentei me acalmar. No Telefone eu escutava a atendente dizendo alô repetidamente, até que o sinal de desligado se fez. Imaginei que pudessem identificar o número do meu telefone e descobrirem meu endereço, então logo estariam ali.

O portão de minha casa era fortemente sacudido, como se aquele homem estivesse nervoso querendo derrubá-lo. Lembrei-me de uma história que minha mãe contou antes de falecer.

Quando grávida de meu irmão, seu filho primogênito, estava voltando da mercearia quando foi abordada por um homem, com as características muito parecidas deste na porta de casa. Ficou tão extasiada que desmaiou rapidamente. Acordou somente no hospital, onde recebia os primeiros socorros. Mamãe era uma pessoa muito nervosa, não diferente de mim.

Fiquei pensando que pudesse acontecer o mesmo comigo, então eu não conseguiria nem mesmo me defender daquele assassino, assim era como eu pensava a respeito deste homem. Escutei sirenes se aproximando e fiquei logo aliviado. Em seguida escutei umas arrancadas de pneu, mais aliviado imaginei que estava fugindo do portão de minha casa.

Alguns minutos se passaram e nenhum carro de polícia parou. Fiquei vigiando pela janela do quarto de minha irmã, que proporcionava uma visão maior da rua. Mais calmo, peguei o telefone e redisquei a polícia. 190 emergência atendeu a telefonista novamente. Expliquei o caso a ela, disse que enviaria uma viatura para verificar o local. Outros longos minutos se passaram e nada aconteceu, liguei novamente e continuei no aguardo.

Revoltado com a segurança deste país pensei, que mal fiz para ser tratado com tanta omissão. E se realmente fosse um assassino, hora essa eu já estaria morto. Neste país, é necessário ter um nome muito conhecido para ganhar atenção merecida. Wagner Augusto, deve ter pensado a atendente, o que ele quer que façamos? Quem ele pensa que é para merecer prioridades. Wagner é meu nome de batismo, o nome que recebi de minha mãe, pensei comigo. A atendente, que não demonstrou solicitude, deve neste momento estar desenhando nas palavras de meu nome, escritas em seu bloco de notas, e repetindo, Wagner, com W ou com V, tanto faz, não temos pessoal para atendê-lo mesmo.

Sou pagador de impostos, e daí? É assim que pensam, e assim que agem. Porque é que não melhoram o sistema de segurança deste país? Minha vida tem de ser zelada, ou logo terão na página do jornal, Wagner Augusto, jovem de 26 anos é morto em sua casa por não receber atendimento policial em tempo hábil. E mesmo assim, pouco se importam, porque o sistema judiciário arquivaria meu caso em poucas semanas, onde nestes arquivos deveriam constar muitos nomes iguais ao meu, com W, com V, então acrescentariam o meu nome, com W, e com G mudo, pois existem pessoas que ignoram o G mudo escrevendo Waguiner.

Depois de 58 minutos, precisamente contados, escuto alguém chamando no portão de casa. Senti medo, mas decidi olhar pela janela. Era um homem alto, negro, cabelo volumoso, tinha na mão direita uma arma. O policial chamou novamente, desta vez pelo meu nome, Wagner. Senti-me seguro e o atendi pela porta da frente, deixei-o entrar para olhar no resto da casa. Após verificar a área, começou a escrever a ocorrência, fez algumas perguntas pertinentes, deu-me orientações caso houvesse reincidência. Balancei a cabeça concordando com o que disse. Deu-me a ocorrência para assinar, certificando de sua presença e suas orientações, lá estava um nome, que não era o meu, Vaguiner. Dei as costas e entrei.

Autor: Wagner Augusto dos Santos
Criação: 07 set 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

O amor incondicional

Este texto foi enviado por meu amigo Eduardo Souza Lima (Du soli), que será publicado excepcionalmente (por não ser de minha autoria).
Du, obrigado! A mensagem é linda e de ótimo conteúdo.

"Havia uma garota cega que se odiava pelo fato de ser cega!!! Ela também odiava a todos exceto seu namorado!!!Um dia ela disseque se pudesse ver o mundo, ela se casaria com seu namorado. Em um dia de sorte, alguém doou um par de olhos a ela!!! Então o seu namorado perguntou a ela: Agora que você pode ver, você se casa comigo?A garota estava chocada quando ela viu que seu namorado era cego!!! Ela disse: Eu sinto muito, mas não posso me casar com você porque você é cego!!! O namorado afastando-se dela em lágrimas disse: Por favor, apenas cuide bem dos meus olhos, eles eram muito importantes pra mim..."Nunca despreze quem ama você... Às vezes as pessoas fazem certos sacrifícios e nós nem ligamos...”

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Coisas que não enxergamos!





É próprio do homem viver sem ao menos entender o que se vive. Sonhar pode ser simples, mas complicado ao modo de se encarar.
Vivemos em um tempo onde os valores são perdidos, os sonhos esquecidos e quando lembrados são virtuosamente encarados. Não há se quer tempo para dedicar-se a conquista da felicidade, as coisas importantes são deixadas de lado como valores esquecidos no tempo, tempo da mente e do coração que o ser humano mal consegue administrar.

Somos assim, dias em que acordamos nos sentindo a pessoa mais feliz do mundo, mas dias totalmente inversos. A variação de sentimento é o que podemos chamar de desencontro de nossos planos e projetos de vida. Como é difícil muitas vezes nos encontrarmos naquilo que somos e que queremos ser, o que nos faz sentir perdidos no tempo e como cegos procurar um novo caminho.

O mundo nos foi dado de presente pelo Criador. Quantas coisas ao nosso redor que são mais valiosas que grandes jóias. É fácil olhar por perto e percebermos as belezas, aquilo que nossos olhos têm de capacidade em enxergar. Seria muito melhor para o mundo se, quando estamos tristes deixarmos de olhar para nossa pequenez e os problemas, e voltarmos nosso olhar para o que nos enche de valor e alegria. Nossos olhos são portas abertas do coração e quando absorvemos positivamente a nossa volta, temos o prestígio de nos sentirmos importantes e influenciados pelo bem.


Hoje, quando caminhava ainda pelas ruas escuras em meio à madrugada, fui gratificado em observar um grande sinal da natureza. Ela estava ali a 385 mil km distante, mas era possível enxergá-la em um tamanho quase invisível, parecia ser tão linda vista de longe, e ao mesmo tempo tão pequena. Aos meus olhos o tamanho de uma laranja, mas incrivelmente comecei a pensar como podia ela ser tão grande, como posso vê-la tão distante e ao mesmo tempo tão próxima.

Sua beleza não pode ser escondida. Daqui de baixo, um ser tão pequeno, incapaz de entender profundamente os mistérios da criação. Neste momento em que a venerava, puz-me a pensar e refletir, meus olhos não conseguiam parar de observar. Ainda caminhando, coloquei-me a agradecer a Deus por esta oportunidade, me senti amado, observado e cuidado. Eram muitas inspirações naquele momento, meu coração acelerava porque a alegria era tão grande que não queria pensar em mais nada, meus olhos naqueles instantes eram portas escancaradas do meu coração e meus sentimentos pareciam explosivos em dias de festa.
Queria me sentar no chão e continuar a observar, mas o tempo não permitia. Naquele instante lembrava-me das pessoas que amo e por instantes queria estar perto de todos e amá-los, doar-me para proporcionar alegria a alguém. O mundo parecia ser só meu com uma felicidade abundante.
Pude entender o poder da natureza e agradecer a Deus por Ele ter criado tudo isso, principalmente por eu fazer parte desta criação tão perfeita, porém que infelizmente o homem tem por si o poder de destruí-la.


Todas as vezes que duvidardes das coisas boas deste mundo, pense que são seus olhos que não querem enxergar. Seu coração precisa ser escancarado e perceber a sua volta às maravilhas que de graça recebemos, seu coração precisa se escancarar ao novo, ao excelso, ao magnífico, ao excepcional, ao supremo e que quando perceberdes tudo isso, acreditará que não está só, que a sua volta existe um mundo inteiro querendo amar e ser amado. A nossa volta existe um Deus que criou tudo isso pensando primeiramente em você!
A Lua, um corpo terrestre tão distante de nós, é visível para sabermos que ela existe, não podemos tocá-la, mas podemos venerá-la porque ela é obra da criação e ela quer ser instrumento de beleza e não ficar meramente escondida, ser bela por si própria.
Acredite que dentro de você existe uma felicidade que quer transbordar, encher seu coração de eterna satisfação pela vida. Procure ao seu redor, não perca os momentos que poderão lhe proporcionar o desejo de viver e realizar seus sonhos. Apareça ao mundo assim como a lua, esqueça de sua pequenez, lembre-se do quanto você poderá ser importante se mostrar-te vivo e existente. Pessoas que precisam de você, em suas qualidades e defeitos, seu sorriso. Compare-se com a lua, tão distante, mas deixa-se ser observada. Você mesmo sem estar em um palanque pode ser visto - amar e ser amado.

Coisa que você nunca foi capaz de enxergar está bem a sua volta, visível e gritando por você! Não perca de vista cada oportunidade!
Observe a lua nesta próxima manhã, observe o sol, observe as estrelas, veja que dentro de você existe um jeito novo de ver as coisas e de ser feliz
A imagem em anexo foi tirada no momento da reflexão deste texto: em 17/08/2009 as 05:27h

Um grande abraço!
Wagner


domingo, 14 de junho de 2009

Não existe sol para aqueles que não querem enxergar,
Não existe frio para aqueles que não querem sentir,
Não existe alegria para aqueles que não querem sorrir,
Não existe um futuro para aqueles que não aceitam a realidade,
Não há como viver se o coração não estiver aberto e
escancarado a sua própria realidade.


Não baseie sua vida na do próximo, viva você mesmo seu dia e não perca nenhum minuto de sua história pessoal, ela será com certeza única e essencial para você e aqueles que a precisarem!

Quem foi que disse?

Na sociedade atual em que vivemos, nos deparamos com muitos paradigmas, gostaria de salientar para a visão da sociedade no quesito de que devemos ser o que são e fazermos aquilo que fazem. Desde os tempos mais antigos onde nossos avós viviam, esta situação não era nem um pouco diferente, tínhamos apenas situações em um ritmo desacelerado. As exigências existiam, o progresso das coisas, a visão do futuro, porém nem todos se fixavam neste mundo visionário que hoje se desencadeia em uma sociedade individualista e progressista ao extremo, ao fato de ver a sua frente um mundo particular, esquecendo para si mesma que o universo é formado por um conjunto de coisas e pessoas, de um todo irreparável aos danos que o ser humano é capaz de cometer. Os outros fazem aquilo que o mundo quer que façam, e você, faz o que? Executa com êxito os seus projetos pessoais, suas vontades próprias, seus desejos insubstituíveis a qualquer opinião ou se deixa levar pelos projetos arquitetados por pessoas que não conhecem sua vida e que nem mesmo ouviram falar de você?
Sabemos que a vida não dura uma eternidade aqui na terra, e é exatamente aqui que temos que colocar em prática os NOSSOS projetos pessoais, realizar o impossível e dotar-se de plena convicção que conseguirá, porque não basta querer, não basta somente isso, é necessário ter seu projeto pessoal de vida.
Quem foi que disse?
Que você é um clone de alguém, que sua existência sempre se baseará em projetos prontos ou inacabáveis, que sua vida estava escrita e que meramente está condicionado à derrota que diariamente encontramos nas ruas, nos jornais e revistas. Ninguém poderá dizer o que você deve ser e fazer, diga e mostre você mesmo as pessoas o que é e o que deseja ser, sendo assim terá sua própria identidade e somente você terá o poder de mudar a rota de sua vida e encontrar a plena felicidade.

Autor: Wagner Augusto dos Santos
Escrito em: 13/06/2009

domingo, 31 de maio de 2009

Sempre existirá um bom começo!



Assim como iniciei dizendo em meu perfil deste blog, tudo começou quando criança, onde apenas uma boa força da imaginação começava a surgir de dentro do coração e que transparecia em minha vida, nos desejos de minha alma, neste momento quando a maturidade de uma criança começava a explodir no ambiente externo, querendo registrar os bons e belos momentos da vida. Quando criança, ganhei uma máquina de escrever, aquelas bem antigas que eu não conseguia carregar sozinho, pouco tempo depois ganhei uma outra menor.
Como toda criança que quer brincar na rua, passar todo o seu tempo com os amiguinhos, viver seus momentos únicos e belos de uma criança de sua idade, eu também era assim, mas existia algo em mim que ia além do que passar todo o meu dia em uma rua, brincando somente, eu queria era me tornar um adulto importante e diferente.
Muitas tardes não foram o suficiente para eu me dedicar a escrever, primeiramente naquele velha máquina de escrever e depois em uma máquina mais atual, eu tinha um enorme prazer de escrever, escrevia histórias sobre tudo, tinha uma imaginação aflorada e cheia de esperanças de que seriam os melhores textos, queria receber elogios e ser visto pelas pessoas como uma criança inteligente.
O tempo foi se passando e aos poucos os textos começavam a ganhar mais vida, lembro-me da primeira paixão, foi ali que iniciei minha ótima imaginação romântica, um coração cheio de desejos e aventuras. Passava longas horas escrevendo, mas era ali, justamente em cima daquela mesa, desde aquela velha máquina de escrever mecânica que minha vida se derretia em palavras.
Este blog será um instrumento para publicar meus escritos, tudo de minha própria autoria. Espero receber comentários de avaliação (positivos ou negativos) para que eu aprimore mais ainda meu desenvolvimento como escritor.
- Estou em fase de escrita de um livro, conto ainda com apenas 50 páginas mas é a resposta de um fruto de minha imaginação, um livro baseado em fatos reais, pouco a pouco chegarei ao alcance de minhas metas!
Hoje, continuo o mesmo sonhador.

Um grande abraço!

Wagner Augusto dos Santos

Obs.: Não existem arquivos dos escritos do passado.
Se quiser questione-me o porque. Responderei via e-mail